
Retorno de Bynum pode significar que o Lakers deseja trocar Odom e seu salário de U$14 milhões.
Agora está chegando a parte mais cruel da temporada do Lakers, a pós temporada!!! Estou só brincando, eu acho.
O Lakers já teve algumas pós-temporadas terríveis – como 2004 quando eles acreditaram que podiam Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, ou o verão do Kobe em 2007 – mas esta não é uma dessas.
Certamente, o céu caiu sobre eles logo após o Celtics derrotá-los enquanto o Lakers foi surpreendido, oprimido, tiranizado, zombado e humilhado – e isto foi somente o jogo 6.
E a história se repetiu como sempre: Não importa o quão grandioso o astro do time derrotado é – e neste caso o melhor jogador da NBA e recém coroado MVP – ele é ruim.
O Lakers perdeu por 39 pontos, então se Bryant tivesse simplesmente marcado 62 pontos ao invés de 22, eles teriam vencido!
Ele, certa vez, marcou 81, não foi?
Alguém, inclusive, chegou a perguntá-lo na entrevista após o jogo como se o Kobe fosse um super-herói que escolheu se manter na sua forma humana e ignorar este jogo.
Pergunta:
“Nós já vimos você fazer o impossível, 30 pontos em um quarto, 81 em um jogo…quando você percebeu que hoje a noite vocês não ia conseguir sair do buraco?”
Bryant:
“Não tenho certeza. Eu não sei.”
Infelizmente para os amantes de quadrinhos, ao contrário do técnico do Toronto Sam Mitchell, que foi bonzinho o bastante para marcar o Kobe individualmente em seu jogo de 81 pontos, o Celtics o marcou com a defesa inteira durante toda série.
Se Bryant não é Michael Jordan, Kobe é melhor que já existiu para criar seu próprio arremesso, mas de suas 11 tentativas no primeiro tempo de terça-feira, duas foram a menos de 20 pés de distância.
No intervalo, obviamente, o Lakers não estava mais tentando fazer história, eles eram história.
Enquanto eles tem problemas, Bryant não é um deles – assumindo que tudo está bem entre ele e o time, como você acreditaria que estivesse…se você não sabia a não assumir nada quando o assunto é ele.
Para o Lakers, era estranho dizer: “Espere até o Andrew Bynum voltar” durante esta série, apesar de que ele nunca pareceu estar longe dos pensamentos deles.
Depois do jogo 6, o técnico Phil Jackson chegou ao ponto de dizer que o Lakers se surpreendeu em chegar tão longe quanto foi.
Se eles estavam surpresos, foi a um tempo atrás.
Eles começaram as finais 12-3 na pós-temporada e 34-8 no geral com Pau Gasol no time. Na ausência de qualquer grande time, eles não eram somente bons o suficiente para vencer um título, eles acreditaram que venceriam – incluindo Jackson, assim como quase todo mundo.
Entretanto, existia um problema que não foi percebido enquanto eles estavam ganhando: eles eram fracos defensivamente no garrafão enquanto o “gracioso” Gasol foi castigado durante toda série e Kevin Garnett vagou ao redor do “confuso” Lamar Odom enquanto o Celtics fechou seu garrafão e juntou todas suas tropas no Bryant.
Claro, o Lakers realmente VAI ter o retorno de Bynum na próxima temporada então isto não é um problema tão grande para eles como seria para qualquer outro.
O Lakers se perdeu em excitação quando recebeu o Gasol, mas agora tudo está claro, se Gasol é a cereja do bolo, Bynum é o bolo.
Vamos botar deste jeito: Com Bynum, não vai ser um grande problema para o Lakers se Kendrick Perkins joga.
O problema agora é fazer as peças se encaixarem com uma posição problemática, ala…para onde Odom vai ter que ir com Bynum de pivô e Gasol de ala de força.
Jackson quer tanto um arremessador nesta posição que fazia seu marciano favorito de titular, Vladimir Radmanovic.
A parte mais fraca do jogo do Odom é o arremesso, um problema que ficou claro com Garnett dando espaços para ele.
Então existe o salário de U$14 milhões do Odom, ou como Lakers assumiria U$90 milhões em salários adicionais e imposto durante as próximas três temporadas com Gasol.
Entretanto, do dia que o Lakers fez a troca, o Lakers nunca pensou que acabaria pagando tanto, sugerindo que eles já estavam pensando em mover o Lamar.
De fato, Odom estava no pacote pelo Gasol até quem o dono do Memphis Michael Heisley o tirou, pedindo jogadores inferiores que liberassem mais cap. Odom então surpreendeu a todos combinando perfeitamente com Gasol dando ao Lakers duas torres mágicas com a bola e, de acordo com o técnico do San Antonio Gregg Popovich, o time com melhor passe da NBA.
Se o Lakers tivesse vencido o título, com todas as boas coisas que isto trás, eles podiam dar ao Odom a extensão que agora ele procura.
Mas como eles não venceram o título, com as finais exibindo para todos as limitações do Lamar no que pode ser visto como a prévia da próxima temporada, eles certamente vão tentar negociá-lo nesta pós temporada.
Enquanto isto, todos vão olhar para Kobe por dicas.
Sua conferência no pós-jogo não foi exatamente um festival de risadas com Bryant tão quieto; foi mais como um velho filme de faroeste do Gary Cooper no qual o herói responde: sim, não ou talvez.
Contudo, Bryant finalmente falou que ele não acreditava que o Lakers precisava de grandes mudanças (“Nós estamos bem”), se incluindo no time.
“Só estou mais chateado que qualquer coisa, frustrado, mas orgulhoso,” ele disse. “Orgulhoso pelo jeito que jogamos durante o ano todo. Orgulhoso dos meus companheiros. Orgulhoso do esforço que fizemos. Nós fizemos um bom trabalho. Nós fizemos realmente um grande trabalho e devíamos estar orgulhosos por isso.”
“Ao mesmo tempo, entender que segundo lugar é simplesmente o primeiro dos perdedores…”
“Devemos erguer a cabeça. Nós fomos muito bem.”
Eles foram muito bem até terça-feira à noite, mas existirão outras noites (eles esperam).
Fonte: LA Times